Quase todas as casas no condomínio de luxo paulista compartilham o mesmo tipo de implantação, ocupando o centro do generoso terreno. Mas foi essa justamente a solução que a arquiteta Deborah Roig procurou evitar neste projeto para um casal com filhos já crescidos e netos. “Mesmo com a área de 3 060 m², o lote não era fácil de resolver: além da insolação ruim, começava estreito e se abria para os fundos numa subida”, conta Deborah. Privilegiado, esse fundão faz divisa com o campo de golfe do loteamento, lazer comum a todos os proprietários e hobby do marido. “Por isso, posicionamos a residência atrás, nessa parte mais alta, o que dispensou grandes movimentações de terra e garantiu uma bela vista. Com a medida, também pude liberar a frente, da fachada da rua, para o jardim com o qual sonhava a moradora.”
Outra vantagem dessa opção aparece em forma de iluminação e ventilação naturais, já que, por estar solta dos vizinhos, a construção não encontra nenhum tipo de bloqueio nas laterais, qualidade aproveitada pelas grandes aberturas presentes nos dois pavimentos. “O desenho é o de uma casa-varanda, com o vão de mais de 20 m de comprimento no térreo, pelo qual se enxerga toda a propriedade.”
Por fora, o visual acolhedor de campo surge na pedra-madeira da fachada e nas esquadrias de tom marrom, na verdade feitas de alumínio. Dentro, no térreo, ambientes integrados desfrutam do mesmo piso de cimento. A sensação de continuidade só é interrompida no meio do espaço, marcado pela escada sob uma estratégica claraboia. “Além de setorizarem esse nível, tais elementos criam um clarão central”, complementa Deborah.

Esta foto revela a extensão de mais de 20 m do vão da sala. Com 3,80 x 7 m, a piscina leva plaquetas de 20 x 20 cm de pedra hijau (Palimanan). Perto do estar, surgem as pisadas flutuantes revestidas com o mesmo deck plástico (Allpex Madeira Plástica) de toda a área externa. (Marco Antonio)

A sala de estar se mostra totalmente aberta para a piscina. No canto da foto, à esq., colunas metálicas reforçaram a sustentação do grande vão. (Marco Antonio)

Adequado ao clima quente da região, o piso de placas de 1 x 1 m feitas de cimento (Castelatto) assegura uniformidade visual e facilidade de manutenção. (Marco Antonio)

Um sistema simples de portão automático abre e fecha a claraboia, de 3,50 x 4,50 m. “Dali, os moradores podem avistar o céu”, diz a arquiteta. (Marco Antonio)

No primeiro pavimento, o terraço passeia por todos os dormitórios, oferecendo visão privilegiada do panorama. O fechamento é um brise inteiriço, de ponta a ponta, de alumínio com pintura de efeito madeira (Metal-Lar). (Marco Antonio)

Pensado para o proprietário, este canto reúne seus hobbies – o ponto para estacionar o carrinho de golfe e a mesa de bilhar. (Marco Antonio)

Além de vir das laterais, a luz natural chega ainda pela claraboia alinhada acima da escada de madeira e vidro, que leva ao andar de cima, dos quartos. Poltrona de fibra da Estar Móveis, almofadas da Codex Home, abajur da Ana Luiza Wawelberg e tapete da Botteh. (Marco Antonio)

O projeto não deixa o olhar ser interrompido: quem está na piscina, diante da fachada dos fundos, enxerga até o outro lado do terreno, na entrada, por onde chegam os carros. (Marco Antonio)

Ao instalar a construção no ponto mais alto do lote, o projeto conquistou melhor vista para todos os ambientes. Nas noites frias, este recanto ao ar livre conta com o calor da lareira, ao centro. (Marco Antonio)

A fachada principal mistura a pedra-madeira colocada de forma irregular e sem rejunte, embaixo, com a textura de tom claro (Terracor), na faixa acima das janelas dos quartos. (Marco Antonio)

A escadaria de pedra-madeira, a mesma da fachada, leva à entrada principal, onde se desembarca dos carros sob a proteção de um pergolado metálico. (Marco Antonio)